terça-feira, 5 de junho de 2012

Maquetes : As cidades e a Revolução Industrial


Ao trabalhar revolução industrial mostramos aos alunos as diversas consequências que ela trouxe a vida das pessoas. Até hoje, mais de duzentos anos depois de seu inicio, sentimos os efeitos dela em nossas vidas.
O fato é que após a revolução industrial as pessoas passaram a viver muito mais nas cidades do que no campo, e as mudanças nestas cidades foram rapidamente sentidas. Vejamos como Charles Dickens descreve uma cidade ficcional deste período, baseada na observação da cidade de Manchester, na Inglaterra.

“Era uma cidade de tijolos vermelhos – ou melhor, seriam vermelhos se a fumaça e as cinzas o permitissem – mas, no estado atual, tinha uma cor não natural de vermelho e preto, parecendo a cara pintada de um selvagem. Era a cidade de máquinas e altas chaminés, das quais saíam intermináveis serpentes de fumaça que se desatavam sem trégua e sem dissolverem jamais. Tinha um canal escuro e um rio que corria águas purpúreas devido as tintas fedorentas; vastos edifícios com uma infinidade de janelas que ressoavam e tremiam dia inteiro, [...] Continha diversas ruas amplas, todas bem semelhantes umas às outras, habitadas por pessoas igualmente semelhantes uma às outras, que entravam e saíam nos mesmos horários, com o mesmo som pelos calçamentos, para fazer o mesmo trabalho, e para os quais todo dia era igual a amanhã e a depois de amanhã, e todo ano equivalente ao último e ao próximo.”                    
                                                   DICKENS, Charles. Tempos difíceis. São Paulo: Paulinas, 1968. p.37.

A partir destes dados e do que foi visto em sala de aula, solicitei as minhas turmas de 8º ano a construção de maquetes que mostrassem como eles imaginavam as cidades antes e depois da revolução industrial.
O desenvolvimento dos trabalhos e o resultado final podem ser observados nas fotos abaixo: